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domingo, 10 de junho de 2018

Plano para Crianças com Síndrome de Down



Público: alunos com Síndrome de Down
Duração: um ou dois semestres (dependendo da necessidade do aluno)

 Objetivo
Proporcionar as crianças com Síndrome de Down formação necessária para o desenvolvimento de suas habilidades em relação à escrita e leitura.

Objetivos específicos:
  • Adquirir conhecimentos práticos que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade;
  • Adquirir:  hábitos de bom relacionamento e conceitos de forma, quantidade, tamanho, espaço, tempo e ordem;
  • Ampliar e enriquecer o vocabulário;
  • Expandir a leitura e escrita de palavras com sílabas formadas de consoantes mais vogais;
  • Ampliar a compreensão da realidade;
  • Desenvolver: a lateralidade e atividades em grupo;
  • Alargar seu campo perceptivo;
  • Estimular a independência e organização;
  • Estruturar seu autoconhecimento;
  • Identificar as letras do alfabeto;
  • Incitar a linguagem oral;
  • Instigar a coordenação motora fina;
  • Ler e escrever textos escritos em frases diretas;
  • Ler, escrever e automatizar as vogais orais, nasais e encontros vocálicos;
  • Progredir em desenvolvimento físico

 Metodologia
  • Apresentar atividades com ilustrações relativas às vogais e encontros vocálicos para completar;
  • Colagem sobre o nome;
  • Confeccionar: caderno de rótulos;  dados com sílabas; dominó: Gravura/palavra, palavra/palavra, sílabas, etc.; caderno de linguagem por categorias com gravuras e nomes; jogo do bingo (nome dos alunos, alfabeto, vogais, sílabas, palavra, etc.);
  • Contar histórias diversificadas;
  • Criar quebra-cabeça de palavras (ex: ga-to, da-do);
  • Desenhos relacionados com as letras estudadas;
  • Desenvolver atividades com o alfabeto móvel;
  • Distribuir livros e revistas para folhear, observar gravuras, ler e interpretar;
  • Fazer o treino da escrita transferindo da letra de imprensa para a cursiva;
  • Ficha do nome;
  • Fixar cartazes com o alfabeto maiúsculo e minúsculo;
  • Formar palavras utilizando sílabas em cartelas;
  • Jogos utilizando as vogais maiúsculas e as vogais minúsculas;
  • Ler poemas para identificar rimas;
  • Ouvir poemas,  músicas, adivinhações, trava-línguas, parlendas, etc.
  • Pintura a dedo;
  • Promover hora das novidades para que o aluno possa propagar notícias atuais ou fatos relacionados a sua vida em família, escola e comunidade;
  • Recorte e colagem de diferentes tipos de letras: cursiva/ imprensa, maiúscula/minúscula;
  • Recortes em jornais e revistas para exposição de murais sobre anúncios, propagandas, etc.
  • Trabalhar com: alinhavos; atividades gráficas e escritas; crachás para identificar: vogais, letra inicial, final, encontros vocálicos, consoantes, letras e sílabas; músicas que envolvam as letras do alfabeto, principalmente para introduzir famílias silábicas;
  • Transmitir frases ritmadas.
Objeto
Plano de estudo para  as crianças com síndrome de down, podendo ser estendido para outros alunos  não possuem o mesmo ritmo de aprendizagem, desde que sejam  respeitadas as etapas do seu desenvolvimento.

Recursos
Revistas, jornais, diferentes papéis, tinta, giz, quadro, caixas, cartolina, papelão, lápis de cor, giz de cera, cola, tesoura, materiais recicláveis diversos, CD, som, E.V.A., livros infantis, etc.
 
Avaliação
A avaliação será processual e diagnóstica, observando o desenvolvimento e os resultados alcançados pelos alunos, procurando identificar as principais dificuldades apresentadas e assim facilitar o processo de intervenção pedagógica para alcançar o objetivo esperado.
 
BIBLIOGRAFIA
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar. O que é? Por quê? Como Fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

domingo, 27 de maio de 2018

O desenvolvimento social de um aluno com Síndrome de Down em situação de inclusão




José é um aluno com Síndrome de Down, que frequenta o 4° ano em uma escola regular.
Aos três anos foi matriculado num Centro de Educação Infantil e não teve problemas de adaptação onde estudou até aos 6 anos.
Aos 7 anos, no início do Ensino Fundamental, a sua adaptação foi conturbada apresentando comportamentos inadequados. Foi para o 2º ano de escolaridade com muitas dificuldades em todos os parâmetros de avaliação.
A escola inseriu o José e fez adequações no currículo para fazer a sua inclusão, respeitando seu ritmo e estilo de aprendizagem, pois é importante que o processo de ensino-aprendizagem seja operacional, participativo, partindo de suas capacidades e procurando diferentes alternativas. Sendo assim, devem-se planejar trabalhos cooperativos que estimulem o sua participação individual e coletiva.
Para realizar a adaptação curricular em relação ao aluno com Síndrome de Down, é necessário  considerar as particularidades que afetam o seu modo de receber e processar a informação.
As adaptações curriculares devem se fundamentar em: percepção; atenção; memória; lectoescrita; psicomotricidade e raciocínio lógico matemático.
Porém além das adaptações curriculares é imprescindível uma relação saudável com os professores, que são solicitados frequentemente por José, tendo que receber amiúde, reforços positivos. Devem ser exploradas todas as habilidades de José para que ele possa ter oportunidades de desenvolvimento.
Desse modo, nota-se que o ambiente vivido por José, deve ser harmonioso e propício para o seu enriquecimento, uma vez que está perfeitamente integrado na comunidade escolar.

Instrumentos de avaliação

Para realizar real avaliação dos progressos do aluno, assim como de seu nível inicial, nem sempre podemos utilizar os mesmos instrumentos com todas as crianças.
O uso do exame escrito se limitará àqueles alunos que realmente sabem ler, mas obviamente terá que adaptar-se ao nível de escrita do aluno: estudar se é melhor aplicar perguntas abertas ou tipo teste, por exemplo:
A escola onde José estuda, reformulou sua proposta pedagógica ao nível do desempenho do aluno, da avaliação educacional e ao nível das áreas curriculares: cognição, linguagem, motricidade, autonomia e socialização nos anos seguintes.
Nas crianças menores, serão avaliadas as aprendizagens conseguidas mediante a manipulação, aplicação ou uso dos conteúdos trabalhados.
Os alunos com Síndrome de Down têm dificuldades na generalização das aprendizagens, de maneira que não os avaliaremos sempre do mesmo modo nem com os mesmos materiais, já que é possível que tenham aprendido em um determinado contexto, sem capacidade para generalizar para outras situações.
Serão feitos exames orais, ou serão pedidos trabalhos ou atividades nas qual o aluno demonstre o que conhece.
Finalmente dizer que é fundamental a avaliação contínua, e não apenas determinar se um aluno sabe ou não sabe pelo que demonstre em um dado momento, tem que ser ao longo de todo o curso.

Fatores que facilitam o aprendizado
Visão: coloque o aluno mais à frente , escreva com letras maiores e faça apresentações simples e claras

Audição: coloque o aluno mais à frente, fale diretamente ao aluno; reforce o discurso com expressões faciais, sinais ou gestos; reforce o discurso com material de apoio visual – figuras, fotos, objetos; escreva novo vocabulário no quadro; quando outros alunos responderem, repita suas respostas alto; diga de outra forma ou repita palavras e frases que possam ter sido mal-entendida.

Sistema motor fino e grosso: oferecer exercícios extras, orientação e encorajamento – todos as habilidades motoras melhoram com a prática; oferecer atividades para o fortalecimento do pulso e dedos, como por exemplo, alinhavar, seguir tracinhos com o lápis, desenhar, separar, cortar, apertar, construir, etc. e usar um grande leque de atividades e materiais multissensoriais.

De fala e de linguagem: dar tempo para o processamento da linguagem e para responder; escutar atentamente – seu ouvido irá se acostumar; falar frente à frente e com os olhos nos olhos do aluno.- usar linguagem simples e familiar, com frases curtas e enxutas; reforçar a fala com expressões faciais, gestos e sinais ; ensinar a ler e usar palavras impressas para ajudar a fala e a pronúncia; reforçar instruções faladas com instruções impressas, usar também imagens, diagramas, símbolos e material concreto; encorajar o aluno a falar em voz alta na sala dando a ele estímulos visuais;  permitir que eles leiam a informação pode ser mais fácil para eles do que falar espontaneamente; o uso de um diário para casa e escola pode ajudar os alunos a contar suas “ novidades”;  providenciar várias atividades e jogos de ouvir por pouco tempo e materiais visuais e táteis para reforçar a linguagem oral e fortalecer as habilidades auditivas

Concentração: use os outros colegas para manter o aluno trabalhando; na hora da rodinha, situe o aluno próximo ao professor (sem sentar no colo!); providencie um quadrado de carpete para que a criança fique sentada no mesmo lugar; trabalhar no computador às vezes ajuda a manter o interesse da criança por mais tempo.
Crie uma caixa de atividades. Isso é útil para as horas em que a criança terminou sua atividade antes de seus colegas, precisa mudar de tarefa ou precisa dar um tempo. Coloque uma série de atividades que o aluno gosta de fazer, incluindo livros, cartões, jogos de manipulação, etc. isso encoraja a escolha dentro de uma situação estruturada. Deixar que outra criança participe é uma boa maneira de encorajar amizade e cooperação.

É importante que, todo material deve ser motivador e guia para o processo de ensino aprendizagem. Também deve: adaptar-se à idade dos alunos; ser seguro; ser resistente e duradouro e ser de fácil manejo.
ser atrativo.

A professora utilizou diferentes estratégias para seu desenvolvimento a boa capacidade de José na inter-relação com a comunidade escolar, empenhou-se em acompanha-lo. Para trabalhar com os aspectos negativos de seu desenvolvimento cognitivo, linguagem expressiva (oral e escrita) e ainda algumas dificuldades na motricidade fina, selecionou alguns jogos e brincadeiras integrando no planejamento de aula.

PRÁTICAS DE SALA DE AULA

Estratégias
Decida quando a criança deve trabalhar: em atividades com toda a classe; em grupo ou em pares na classe.
em grupo ou em pares numa área afastada; individualmente independentemente ou individualmente com o professor.

Decida quando a criança deve ficar: sem apoio; com apoio dos colegas; com apoio do professor assistente; com apoio do professor da turma.  Faça um plano de educação individual para atingir determinadas áreas que necessitem atenção e produza uma grade de horário visualmente atraente para que a criança entenda a estrutura do seu dia.

Leitura
A leitura pode, portanto ser usada para: ajudar o entendimento; ajudar a acessar o currículo; melhorar as habilidades de fala e linguagem.

Escrita
Áreas de especial dificuldade: colocar as palavras em sequência para formação da frase; colocar eventos-informação em sequência na ordem correta.

Jogos e brincadeiras
Temas: Atividades:

Atividades domésticas- Brincar de casinha, cuidados com a prole, brincar de família.
Acontecimentos sociais domésticos ou macrossociais - Casamentos, batizados, aniversários, velórios, enterros, etc.
Acontecimentos sociais não domésticos ou macrossociais - Missas, passeatas, festa junina, rodeios, etc.
Papéis sociais- Profissões, médico, professora, etc.
Aventura- Brincadeiras de heróis, tesouro, monstros, guerra, polícia e ladrão, etc
Transportes -Dirigir carros, avião, ônibus, trem, etc.
Esportes - Jogos como futebol, camping e pescaria.
Edificações - Construção de casas, castelos, bolos, estradas.
Manipulação de objeto/ brinquedo com indícios de faz-de-conta- Quando a criança manipula o objeto ou brinquedos temáticos, utilizando as suas funções padronizadas socialmente, não se percebendo um tema explícito que indique a imersão dela em um episódio de faz-de-conta.

Representações apoiadas em imagens e letras - inclui episódios de leitura simulada (revistas em quadrinhos e livros infantis) que têm imagens e letras, conversa com a imagem no espelho (quando não conseguimos deduzir qual papel está sendo representado pela imagem no espelho, apesar de notarmos pelo gestos e expressões faciais da criança-participante uma interação com a mesma) e conversa com gravuras e fotos das revistas (apenas imagens de objetos, animais, pessoas, etc.).

Fontes:
inclusaoetecnologiasassistivas.blogspot.com/
http://www.movimentodown.org.br/


domingo, 29 de abril de 2018

Atypical | Trailer oficial | Netflix


A série é ótima. São apenas 8 episódios. Mas eu amei. Atypical é uma história sobre amadurecimento que retrata a vida de um jovem autista de 18 anos (interpretado por Keir Gilchrist) e sua busca por amor e independência. 
Ao mesmo tempo em que Sam vive sua jornada divertida e emocionante de autodescoberta, o resto da família precisa enfrentar as mudanças em sua própria vida.

Filme sobre Gêmeos com Autismo e sua Mãe - Uma Viagem Inesperada


O filme é Missão Especial
Uma viagem inesperada conta a história de Corrine (Mary-Louise Parker) e seus filhos gêmeos que tem Autismo!
Vale a pena assistir!
Disponível no You Tube.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

No one would Listen - Gerard Butler

Ninguém ouviria. Falando de exclusão...
No One Would Listen
Composição: Andrew Lloyd Webber

No one would listen
No one but her
Heard as the outcast hears
Shamed into solitude
Shunned by the multitude
I learned to listen
In my dark, my heart heard music
I long to teach the world
Rise up and reach the world
No one would listen
I alone could hear the music
Then atlast, a voice in the gloom
Seemed to cry, "I hear you!
I hear your fears,
Your torment and your tears!"
She saw my loneliness
Shed in my emptiness
No one would listen
No one but her
Heard as the outcast hears
No one would listen
No one but her Heard as the outcast hears.

No ar